No acampamento montado entre a areia úmida e a linha onde o mato encontra o mar, o Capitão não dormia. Não por insônia, mas porque as plantas lhe falavam.
— Elas sabem que a praia vai engolir o barco — murmurou o Capitão, virando o copo. — Sabem que o grogue acaba, mas a seiva continua.
O Capitão fechou os olhos. Na visão das plantas, ele não era herói nem náufrago. Era apenas um humano de passagem — semente que ainda não decidiu se quer germinar ou apodrecer. capitão a visão das plantas acampamento praia grogue
However, I can try to interpret it poetically or imaginatively as a piece of creative writing. Here’s a possible take:
Alguém riu na barraca ao lado. Uma mulher cantava baixo, desafinada, uma canção sobre voltar para casa. O mar batia ritmo falso. No acampamento montado entre a areia úmida e
Mas o Capitão, sentado num tronco de coqueiro tombado, ouvia outra coisa.
As plantas ao redor — o capim-naval, a samambaia rasteira, o pequizeiro torto do acampamento — tinham uma visão. Não enxergavam como os homens, com duas retas focadas no horizonte. Elas viam o tempo devagar: o futuro brotando da terra molhada, o passado guardado nas fibras das raízes. — Sabem que o grogue acaba, mas a seiva continua
O acampamento dormia. A praia respirava. E o grogue, no fundo do copo, refletia a lua como um pequeno sol alagado.